NEUROPATIAS DIABÉTICAS PERIFÉRICAS COMO COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS: ESTUDO DE REVISÃO

NEUROPATIAS DIABÉTICAS PERIFÉRICAS COMO COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS: ESTUDO DE REVISÃO

O diabetes mellitus tipo 1 (dm1) é uma doença autoimune crônica, sendo na maioria dos casos diagnosticado em crianças e adolescentes, é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo1. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose transformando- a em energia para manutenção das células do nosso organismo2. O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos3. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. No brasil, de acordo com a sociedade brasileira de diabetes, existem atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional4. A exposição prolongada à hiperglicemia leva ao desenvolvimento de complicações microvasculares; a glicólise excessiva leva ao aumento do fluxo de elétrons na cadeia de transportadores de elétrons mitocondrial com aumento da produção de espécies reativas de oxigênio, que são moléculas quimicamente instáveis, altamente reativas que induzem dano celular5. A neuropatia é uma complicação comum das diabetes tipo 1 e tipo 2. A prevalência de neuropatia é estimada em cerca de 8% em pacientes recém diagnosticados e maior que 50% em pacientes com doença de longa data1. A neuropatia sensório–motora é marcada por dor, parestesia e perda sensorial. Os mecanismos envolvidos nas diferentes sensações de dor ainda são mal compreendidos, mas há ampla evidência de que descargas anormais de neurônios somatossensoriais doentes são responsáveis3,5. A dm1 apresenta um grande impacto na morbimortalidade pelo desenvolvimento das complicações crônicas micro e macrovasculares4. Considerando-se a escassez de estudos na literatura sobre a prevalência das neuropatias autonômicas (na) na população brasileira com dm1, este estudo torna-se relevante na identificação precoce desta complicação bem como na determinação de possíveis fatores clínico-laboratoriais relacionados sua presença. Neste sentido, o objetivo deste artigo e evidenciar o perfil de publicações sobre neuropatias diabéticas expressos na literatura internacional e seus impactos na saúde pública. Leia mais sobre assunto acessando: DOI: https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2021v11i67p6923-6936

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